Terminar Dom Casmurro costuma deixar duas vontades: discutir com alguém se Capitu traiu ou não, e ler mais coisas parecidas. Para a segunda, separamos cinco livros que continuam a conversa, seja pelo estilo de Machado, seja pelos temas de ciúme, culpa e memória.
1.Memórias Póstumas de Brás Cubas
Se você gostou do narrador pouco confiável de Dom Casmurro, vai adorar Brás Cubas, que conta a própria vida depois de morto. É o livro em que Machado inventou esse jeito irônico de narrar, com capítulos curtos e conversas diretas com o leitor.
2.Quincas Borba
Rubião, um professor do interior, herda a fortuna do filósofo Quincas Borba e se muda para o Rio de Janeiro, onde vira alvo de interesseiros. A frase “ao vencedor, as batatas” vem deste livro, que mistura sátira e tragédia.
3.Esaú e Jacó
Gêmeos que discordam de tudo, inclusive de política, disputam a mesma moça durante a passagem do Império para a República. Quem narra é o Conselheiro Aires, um diplomata observador que ganha o próprio livro logo depois.
4.Memorial de Aires
O último romance de Machado é o diário do Conselheiro Aires, já aposentado. É um livro mais calmo e melancólico, sobre envelhecer e observar a vida dos outros, e mostra um lado mais terno do autor.
5.O Primo Basílio, de Eça de Queirós
Publicado em 1878, pouco antes da fase realista de Machado, trata de traição de um jeito oposto ao de Dom Casmurro: aqui não há dúvida, e o leitor acompanha tudo de perto. Ler os dois em sequência é uma ótima forma de comparar o Realismo brasileiro e o português.





