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Quincas Borba · Machado de Assis

Capítulo CXII

112 de 200

Aqui é que eu quisera ter dado a este livro o método de tantos outros, – velhos todos, – em que a matéria do capítulo era posta no sumário: “De como aconteceu isto assim, e mais assim”. Aí está Bernardim Ribeiro; aí estão outros livros gloriosos. Das línguas estranhas, sem querer subir a Cervantes nem a Rabelais, bastavam-me Fielding e Smollet[108], muitos capítulos dos quais só pelo sumário estão lidos. Pegai em Tom Jones, livro IV, capítulo I, lede este título: Contendo cinco folhas de papel. É claro, é simples, não engana a ninguém; são cinco folhas, mais nada, quem não quer ler não lê, e quem quer lê, para os últimos é que o autor conclui obsequiosamente: “E agora, sem mais prefácio, vamos ao seguinte capítulo”.

[108] Cervantes e Rabelais, Fielding e Smollet – Miguel de Cervantes, autor da obra-prima Dom Quixote, de influência magnânima na língua castelhana; François Rabelais, escritor, padre e médico francês, autor das cômicas obras-primas Pantagruel e Gargântua. Henry Fielding, autor do romance Tom Jones e dono de humor considerado vulgar; Tobias Smollet, novelista inglês.

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