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Euclides da Cunha
Esta obra monumental explora a Guerra de Canudos, um dos conflitos mais sangrentos da história brasileira, através de uma análise detalhada tanto do ambiente físico do sertão quanto da sociedade que nele habita. O relato combina descrições vívidas da terra árida e inóspita com a narrativa intensa da resistência dos sertanejos liderados por Antônio Conselheiro contra as forças republicanas. Retrata a colisão entre dois Brasis: o moderno e o arcaico, o urbano e o rural, desvelando as profundezas dos problemas sociais e políticos que moldaram o país. A meticulosa observação do autor sobre o homem e a natureza, entrelaçada com reflexões sobre identidade, resistência e o trágico destino da comunidade de Canudos, oferece um estudo sem precedentes da condição humana em extremos.
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Atenção: o resumo revela o final
Os Sertões narra a Guerra de Canudos (1896–1897), conflito entre o exército da recém-criada República e o arraial fundado pelo líder religioso Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia. O livro é dividido em três partes: A Terra, O Homem e A Luta.
Em A Terra, Euclides descreve o clima, a geologia e a vegetação do sertão. Em O Homem, analisa o sertanejo e a figura de Antônio Conselheiro, com a frase famosa “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Em A Luta, relata as quatro expedições militares, incluindo a derrota do coronel Moreira César, até a destruição completa de Canudos, que resistiu até o último homem.
Antônio Conselheiro
Líder religioso que fundou o arraial de Canudos.
Moreira César
Coronel que comandou a terceira expedição e morreu no combate.
O sertanejo
Personagem coletivo, retratado como forte e resistente.
Euclides da Cunha acompanhou a guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Publicado em 1902, o livro mistura jornalismo, ciência, história e literatura e é considerado uma obra fundadora do Pré-Modernismo. Começa com o olhar determinista da época e termina como uma denúncia: a campanha de Canudos foi, nas palavras do autor, um crime.
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