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Augusto dos Anjos
Uma obra icônica do poeta brasileiro Augusto dos Anjos, publicada originalmente em 1912. Este livro se destaca no cenário literário brasileiro pela sua originalidade e pela capacidade do autor de explorar temas profundos e muitas vezes considerados tabus. Augusto dos Anjos emprega uma linguagem rica e, por vezes, técnica, mesclando termos científicos e filosóficos com uma expressão poética carregada de emoção e introspecção.
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Atenção: o resumo revela o final
Eu é o único livro publicado em vida por Augusto dos Anjos, em 1912. A edição póstuma Eu e Outras Poesias reúne esse livro e poemas que o autor deixou fora dele. Os poemas falam de morte, decomposição do corpo, doença e da angústia de existir, com um vocabulário científico raro na poesia brasileira.
Entre os poemas mais conhecidos estão Psicologia de um Vencido (“Eu, filho do carbono e do amoníaco”), Versos Íntimos (“Toma um fósforo. Acende teu cigarro!”), Monólogo de uma Sombra e As Cismas do Destino.
Augusto dos Anjos (1884–1914) é difícil de classificar: usa a forma rígida do soneto, herdada do Parnasianismo, a musicalidade do Simbolismo e termos da biologia e da química. Costuma ser estudado no Pré-Modernismo. Foi incompreendido em vida e hoje é um dos poetas mais lidos do Brasil.
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