Bem-vindo de volta

Entre com o seu email

Ao continuar você concorda com nossos Termos e Condições e Política de Privacidade

Esqueceu a senha? Resetar
Não tem conta? Criar conta

Criar conta

Crie sua conta para salvar seu progresso

Ao continuar você concorda com nossos Termos e Condições e Política de Privacidade

Quincas Borba · Machado de Assis

Capítulo XII

12 de 200

–Acabou de sofrer! suspirou Rubião.

Em seguida, atentando na notícia, viu que falava de um homem que tinha apreço, consideração, a quem se atribuía uma peleja filosófica. Nenhuma alusão à demência. Ao contrário, o final dizia que ele delirava a última hora, efeito da moléstia. Ainda bem! Rubião leu novamente a carta, e a hipótese da troça pareceu outra vez mais verossímil[29]. Concordou que ele tinha graça; com certeza, quis debicá-lo; foi a Santo Agostinho, como iria a Santo Ambrósio ou a Santo Hilário, e escreveu uma carta enigmática, para confundi-lo, até voltar a rir-se do logro. Pobre amigo! Estava são, – são e morto. Sim, já não padecia nada. Vendo o cachorro, suspirou:

– Coitado do Quincas Borba! Se pudesse saber que o senhor morreu...

Depois, consigo:

– Agora, que já acabou a obrigação, vou dá-lo à comadre Angélica.

[29] Em uma obra literária, é a harmonia entre os elementos fantasiosos ou imaginários que sejam determinantes no texto.

Prefere ler com marcador de progresso ou baixar o livro?